Ano Novo. Nas resoluções de final de ano
você resolveu crescer em 2012. A análise do regime de tributação deve ser o
ponto de partida para o crescimento do negócio. Esse é um dos passos mais
importantes para um crescimento saudável e seguro. O custo tributário é fator
determinante no sucesso dessa operação e não pode ser ignorado, porque o regime
tributário escolhido não pode estrangular empresa.
Nesse momento, devem estar ao seu lado os
contabilistas e os advogados que analisarão, de acordo com o fluxo de caixa da
empresa, quais serão as consequencias do crescimento. Não há experimentação.
Deixar essa análise para depois pode ser tarde demais. O empreendimento pode
deixar de dar lucro por uma simples questão de opção tributária.
Mesmo sendo uma das melhores opções de
tributação, o Simples Nacional não é a única alternativa para micro e pequenas
empresas. Sair dele (crescendo) também não significa que o negócio esteja
condenado ao fracasso. Ao ultrapassar o faturamento permitido pelo Super
Simples Nacional, a empresa poderá tomar dois rumos: partir para o regime do
LUCRO PRESUMIDO ou do LUCRO REAL. A diferença está nas despesas e nos tipos de
negócio.
O mais importante é buscar especialistas
que possam avaliar qual será o melhor e mais econômico caminho a ser seguido.
“É preciso sentar e analisar os custos e despesas para saber o critério de
tributação que melhor se encaixa. Para comércio e indústria, por exemplo, o
lucro presumido será a melhor opção se as despesas superarem 92% do faturamento
para fins de Imposto de Renda”, explica José Carlos Oliveira de Carvalho,
consultor tributário e professor do MBA em gestão financeira, controladoria e
auditoria da fundação Getulio Vargas/IBS. Uma avaliação bem estruturada pode
ser fundamental para o aumento da competitividade. “O mercado é muito disputado
e o que faz diferença se o negócio vai dar certo ou errado é conseguir enxergar
as despesas. A parte tributária é uma delas”, acrescenta o consultor.
Por: Maria Duarte

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